Arquiteto goiano impressiona ao restaurar casarão herdado por três gerações: 'Relação de afeto'

  • 12/01/2026
(Foto: Reprodução)
Arquiteto goiano restaura casarão centenário da família Um imóvel centenário que vai muito além de um patrimônio, mas simboliza uma relação de afeto e memória que envolve três gerações de herdeiros de uma família. Assim é a casa de campo do arquiteto goiano Leo Romano, localizada em Morrinhos, no sul de Goiás. Erguida em 1921 pelo seu bisavô paterno, a construção foi transmitida de pais para filhos até chegar às suas mãos e passar por uma restauração que impressiona pela beleza e pela representatividade da arquitetura do interior goiano daquela época (veja imagens acima). Em entrevista ao g1, o arquiteto contou que Beraldino Jesuíno de Sousa, seu bisavô paterno, construiu a casa e passou para o filho, Nicanor Jesuíno de Sousa, avô de Leo, e sua esposa, que moraram lá por muitos anos. "Eu fui conhecer a fazenda já com os meus avós morando. Meu avô assumiu a fazenda junto com a minha avó, Geni Inácio de Sousa", contou. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Leo Romano e o esposo, o também arquiteto Marcelo José Trento Costa, na casa de campo herdada do bisavô paterno de Leo Divulgação/ Filippo Bamberghi Quando criança, Leo costumava passar as férias com a família na Fazenda Mimoso, que, além de moradia, era fonte de renda para os avós, por meio do arrendamento de parte das terras para o plantio de soja, cana e outras culturas. Quando o avô morreu, há cerca de 12 anos, a fazenda passou para o pai do arquiteto, Vasco Jesuíno de Sousa. Ao completar 70 anos, Vasco reuniu os filhos para saber qual deles tinha interesse em ficar com o imóvel. "Ele perguntou: 'alguém teria interesse em restaurar a casa, em dar vida nova à casa?' . E aí o meu pai já olhou para mim porque já sabia que eu era essa única opção", contou. A casa de campo, na década de 70, quando Leo (à dir., sentado) costumava passar as férias em Morrinhos. Ao lado dele, os avós paternos, o pai, o tio e o irmão Rodrigo Arquivo pessoal/ Leo Romano O arquiteto conta que isso aconteceu há cerca de oito anos. Aproximadamente dois anos depois, uma semana antes de o pai falecer, eles dois entraram sozinhos no casarão, cuja primeira etapa da reforma já estava em fase de conclusão. "Ele olhou para aquilo tudo e falou: 'Nossa. Quem diria que um dia eu veria esse casarão reformado. Eu fico pensando como o seu vô reagiria, se ele estivesse vivo e vendo esse casarão com a vida que ele tem'", relembrou Leo, emocionado. Imóvel foi construído em Morrinhos, no sul de Goiás, pelo bisavô paterno de Leo Romano, em 1921 Arquivo pessoal/ Leo Romano A restauração Leo explica que o imóvel de 270 metros quadrados é o típico estilo colonial do Centro-Oeste do país, menos adornado. Originalmente, a planta tinha, de um lado, uma sala e, do outro, um corredor. E, de outro, havia um quarto de hóspedes, no qual eram recebidos os viajantes. "Em 1921, era muito normal as pessoas irem levando gado ou se locomovendo de uma fazenda para outra a cavalo e pedirem um pouso. Então, esse era um quarto para essa finalidade", descreve. O corredor principal conduzia para mais um quarto e, descendo uma escada, havia uma cozinha e um banheiro. "E o quarto dos filhos ficava protegido pelos quartos dos pais. Então, primeiro a gente chegava ao quarto do meu avô para, depois, chegar ao quarto que a gente usava quando criança", relata. Após a restauração, a casa passou a ser composta por três suítes (uma para ele e o seu esposo, o também arquiteto Marcelo José Trento Costa; outra para a sua mãe, Maria Rita Romano de Sousa; e uma para hóspedes), uma sala de estar, uma cozinha integrada e um corredor com uma circulação central. "São poucos ambientes e mais amplos", sintetiza. Além do casarão em si, as construções que compõem a fazenda também foram modificadas. A antiga casa de café foi transformada em casa de hóspedes. Já a chamada casa de monjolo também virou um quarto de hóspedes. E onde antes era o paiol (depósito) hoje funciona uma cozinha de apoio, usada em reuniões com um maior número de pessoas. 🔍 Monjolo é uma máquina de engenho rústico, tradicionalmente usada para moer grão de milho e descascar café. Casa de campo possui 270 metros quadrados e é composta por sala, cozinha integrada e três suítes Divulgação/ Filippo Bamberghi Já a mobília do casarão é praticamente toda nova, uma vez que muitos móveis se perderam no período em que o casarão ficou fechado. Leo destaca que o conjunto de móveis que compõem o quarto da mãe foram do casamento dela. "Então, hoje, ela teria quase 60 anos. Eu tenho um afeto grande por esse mobiliário, que veio da casa dela", contou. Segundo o arquiteto, da construção original, só há um banco, na entrada da casa. "É um banco absolutamente simples, muito característico de fazenda", observa. À esq. banco original do casarão; à dir., uma das três suítes que a casa possui atualmente Divulgação/ Filippo Bamberghi 'Foi uma missão' Morador de Goiânia desde que tinha um mês de idade, Leo conta que possui uma relação muito intensa com Morrinhos não só por ter nascido na cidade, mas por ter sido o seu destino constante durante a infância. "Meus pais iam basicamente todos os finais de semana para lá", disse. Formado em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-Goiás, o arquiteto possui uma rotina intensa de viagens profissionais, inclusive para o exterior, abrangendo, atualmente, dois projetos em Miami, nos Estados Unidos, sendo um deles para o jogador Neymar. Mesmo com a agenda apertada, Leo conta que vai à fazenda sempre que possível, de duas a três vezes por mês, junto com o esposo. Ele diz que o local é muito usado também para receber os irmãos e a mãe em datas comemorativas. "Por exemplo, no aniversário dela, em festa junina, no encontro da data de falecimento do meu pai...", contou. Foi esse vínculo afetivo e familiar que conduziu o arquiteto goiano no processo de restauração, transformando o imóvel não só em um lugar de refúgio, mas também de manutenção de laços tanto com o passado quanto com o presente. "Foi um local que eu usei muito quando era criança. De ir pra lá passar alguns dias de férias, geralmente com o Ricardo, meu irmão 1 ano mais velho que eu. Nós passamos muito as nossas férias por lá. Então, eu também construí com o lugar uma relação de afeto, desde sempre". Leo conta que recebeu o pedido do pai como uma uma missão. "Quando ele perguntou quem teria ânimo para essa restauração, naturalmente isso foi o meu incentivo e o meu impulso iniciais", concluiu. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/01/12/arquiteto-goiano-impressiona-ao-restaurar-casarao-herdado-por-tres-geracoes-relacao-de-afeto.ghtml


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