Árvores gigantes no Amapá estão ameaçadas por garimpo e falta de proteção ambiental, alertam organizações

  • 30/08/2025
(Foto: Reprodução)
Barragem de garimpo ilegal cede e contamina rios no Amapá Sete árvores gigantes localizadas no Amapá — todas da espécie angelim-vermelho, com mais de 80 metros de altura — correm risco de desaparecer por falta de proteção efetiva e avanço do garimpo ilegal. O alerta foi feito por organizações ambientais que integram a campanha “Proteja as Árvores Gigantes”. Para Angela Kuczach, articuladora da campanha e diretora-executiva da Rede Pró-UC, mesmo com boa parte do Amapá coberta por unidades de conservação, as árvores gigantes do estado ainda não têm proteção total. "A gente tem que lembrar que o angelim-vermelho é uma espécie explorada comercialmente. Do ponto de vista madeireiro, todos os dias caminhões saem pelas estradas do Amapá carregados com toras dessa árvore. Ou seja, árvores de grande porte, consideradas gigantes, mas que não estão dentro de unidades de conservação, precisam ser protegidas", descreveu. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça   Onde estão as árvores Árvore gigante na Amazônia - angelim vermelho de 83 metros Rafael Aleixo/Arquivo Pessoal No Amapá, as árvores estão distribuídas em três áreas: Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru (RDS Iratapuru), em Laranjal do Jari Floresta Nacional do Amapá (Flona) Assentamentos na região de Maracá-Camaipi A segunda maior árvore já registrada na Amazônia — com 85,44 metros — está na RDS do Rio Iratapuru. A RDS permite exploração madeireira autorizada, o que não garante proteção integral às árvores. Por isso, ambientalistas defendem a criação de uma unidade de conservação de proteção total, como um parque estadual, semelhante ao que foi feito no Pará. Garimpo ilegal próximo às árvores Infográfico árvore gigante no Amapá - garimpo ilegal a 1 km da segunda árvore mais alta da Amazônia, de 85 metros de altura Arte g1 Rio Cupixi, com lama de garimpo onde barreira se rompeu no Amapá GTA-AP/Divulgação A cerca de 1 km da segunda maior árvore, há um garimpo ilegal operando próximo ao garimpo São Domingos, conhecido ponto de mineração clandestina. A atividade coloca em risco direto o santuário das árvores gigantes. Em novembro de 2024, a Polícia Civil do Amapá realizou uma operação em Laranjal do Jari, apreendendo uma aeronave e interditando um aeródromo usado como base logística para garimpos ilegais no Pará. LEIA TAMBÉM: Sete árvores com mais de 80 metros no Amapá podem virar patrimônio natural, diz MP Garimpo ilegal está a 1 km da segunda árvore mais alta da Amazônia, de 85 metros de altura Expedição encontra a 2ª maior árvore já mapeada na Amazônia, de mais de 85 metros; VÍDEO Tombamento como patrimônio natural Quarta expedição encontrou novo exemplar de árvore gigante em Mazagão Rafael Aleixo/Arquivo/GEA O Ministério Público do Amapá recomendou o tombamento das sete árvores como patrimônio natural. A proposta inclui a criação de uma Área de Preservação Permanente (APP) com raio de 1 km ao redor de cada exemplar, proibindo corte ou exploração econômica. A recomendação foi aceita pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá (Sema), mas ambientalistas afirmam que apenas o tombamento não é suficiente. Eles defendem a criação de uma unidade de conservação de proteção integral. Valor científico e climático Árvore mais alta já mapeada no Amapá tem 85,44 metros de altura Ifap/Divulgação As árvores gigantes funcionam como arquivos vivos da história da Amazônia. Seus anéis de crescimento registram dados sobre clima, estoques de carbono e eventos extremos. Uma única árvore pode armazenar até 80% da biomassa de carbono de um hectare. A pesquisa que identificou os exemplares no Amapá foi feita com tecnologias de sensoriamento remoto e mais de 900 sobrevoos. Apenas 1% da floresta foi mapeada, o que indica que outras árvores gigantes podem ter sido derrubadas antes de serem descobertas. O estudo contou com participação de pesquisadores do Instituto Federal do Amapá (Ifap), Universidade Estadual do Amapá (Ueap), e outras instituições nacionais e internacionais. “Encontrar uma árvore com 60 metros já é raro. Estamos investigando os fatores que causaram esse fenômeno de gigantismo e esperamos encontrar muitas outras árvores gigantes, inclusive maiores que 88 metros”, explicou o pesquisador Robson Lima, da Ueap. O pesquisador, integrante da equipe do estudo, passou a realizar o monitoramento das árvores após a descoberta. Angelim Vermelho: maior árvore da Amazônia localizada na fronteira do Amapá e do Pará Rafael Aleixo/Arquivo/GEA Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

FONTE: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2025/08/30/arvores-gigantes-no-amapa-estao-ameacadas-por-garimpo-e-falta-de-protecao-ambiental-alertam-organizacoes.ghtml


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