Festival de Curitiba deve atrair um público de 200 mil pessoas em 2025
01/04/2025
(Foto: Reprodução) O festival é um dos maiores eventos culturais da América Latina. Este ano, são 350 atrações - muitas de graça. Festival de Curitiba deste ano espera receber 200 mil pessoas
O Festival de Curitiba de 2025 espera receber de 200 mil pessoas.
Apresentações em grandes palcos, ruas e praças tomam conta de Curitiba.
Repórter: A cidade fica mais bonita?
"Fica, fica iluminada, cheia de gente linda, de outros lugares, é bem legal", diz uma mulher.
O Festival de Curitiba é um dos maiores eventos culturais da América Latina. Em 2025, são 350 atrações - muitas de graça.
"O mote do festival é o festival para todos. O festival tenta apresentar para a cidade, para o Brasil, para o meio artístico, as diversas e inúmeras possibilidades que a arte traz, atingindo todos e cada um", diz Leandro Knopfholz, diretor do Festival de Curitiba
Festival de Curitiba deve atrair um público de 200 mil pessoas em 2025
Jornal Nacional/ Reprodução
Para todos mesmo. O festival quer ser cada vez mais inclusivo. No Centro de Curitiba, a Marilene, que tem baixa visão, pode acompanhar a apresentação com a ajuda de um fone de ouvido. Por ele, chegava a descrição da peça, feita por uma intérprete.
"Eu tive possibilidade de ver os movimentos do palhaço Loro, mas alguns detalhes, ali, a audiodescrição possibilitou que eu acompanhasse melhor o que estava acontecendo na apresentação”, conta Marilene.
Para muita gente é preciso sentir de um jeito diferente. É preciso tocar no piano, no microfone, saber a disposição dos objetos em cena. O festival chama isso de tour tátil. É um jeito que os cegos têm de experimentar a arte na ponta dos dedos.
"Quando você consegue tocar nas peças, tocar na roupa, você consegue formar no imagético. Quando você toca, vira concreto. Então, poder participar e fazer o tour tátil melhora 100% a experiência de estar aqui”, afirma a consultora em audiodescrição Daiane Mendes.
O musical "Ray - Você Não Me Conhece" conta a história do pianista norte-americano Ray Charles, que ficou cego quando criança. Luiz Otávio é um dos atores da peça. Também cego, mostra que a inclusão vai além de ser espectador.
"Pessoas cegas sendo convidadas para trabalhos. Não só pessoas cegas, mas pessoas com algum tipo de deficiência. E isso é maravilhoso porque realmente nos inclui”, diz o ator e pianista Luiz Otávio.
Na Mostra Surda, as vibrações das caixas de som ditam os movimentos do grupo de dança. Em Libras, a Rafael Soblel, diretora deste evento, afirma:
"Se a geração que me antecede não teve acesso, nós queremos construir uma geração que tenha acesso e mostrar que sim, nós somos resistência e que queremos ocupar espaços”.
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