Redes Boxter e Sol Fuel são citadas em investigação de elo com PCC no setor de combustíveis

  • 30/08/2025
(Foto: Reprodução)
Boxter e Sol Fuel são citadas em investigação que apura como o PCC usava o setor de combustíveis para movimentar recursos ilícitos Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais/Divulgação Pelo menos uma rede grande de postos e uma distribuidora de gasolina de São Paulo estão sendo investigadas pela Ministério Público paulista por envolvimento no esquema ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor. As redes Boxter (postos de combustível) e Rede Sol Fuel (distribuição) são citadas nos pedidos de busca, apreensão e prisões enviados à Justiça para autorizar a megaoperação que mirou o braço do crime organizado no setor de combustíveis na quinta-feira (28). O proprietário da Rede Sol Fuel, da região de Ribeirão Preto, o empresário Valdemar de Bortoli Júnior, foi identificado pelos promotores como “pessoa de sólidos vínculos com diversas entidades e indivíduos envolvidos nas fraudes e lavagem de capitais”, segundo apuração do g1. ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp Valdemar é dono da Sol Fuel e também de postos de gasolina de bandeiras ainda não divulgadas. Promotores dizem que a Rede Sol é uma das empresas cujas notas comerciais foram adquiridas pelo Mabruk II Fundo de Investimento, no valor de R$ 30 milhões. O fundo é um dos 40 investigados pela Receita Federal como financiadores das aquisições do PCC no mercado de combustíveis. O empresário Valdemar de Bortoli Júnior, dono da Rede Sol Fuel de distribuição de combustível, da região de Ribeirão Preto. Montagem/g1/Reprodução/Instagram Os promotores também dizem que o Mabruk II Fundo de Investimento adquiriu de Valdemar de Bortoli cerca de R$ 190 milhões em debêntures (títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos) da Rede Sol Fuel. A operação foi chamada pelos investigadores de “instrumentalização para lavagem de capitais”. “A emissão de debêntures por empresas de Valdemar de Bortoli Júnior e Mohamad [Hussein Mouradm o 'Primo', líder geral do esquema], e a aquisição pelo Mabruk II Fundo de Investimento geram incerteza sobre a idoneidade dos ativos, sugerindo que o fundo é usado para inserir valores sem origem no sistema financeiro e ocultá-los”, dizem os promotores. Nota da Rede Sol Fuel sobre a megaoperação do MP-SP, PF e Receita Federal desta quinta-feira (28). Reprodução/Instagram Por meio de nota, a Rede Sol Fuel Distribuidora disse que não é alvo da operação Carbono Oculto – do MP-SP, PF e Receita Federal – e que compartilha a base logística em Jardinópolis com diversas empresas do setor investigadas. “Ressaltamos que todas as atividades da Rede Sol são conduzidas em estrita conformidade com a legislação vigente, cumprindo rigorosamente suas obrigações fiscais, tributárias e regulatórias, reafirmando nosso compromisso das normais legais que regem o mercado de combustíveis”, afirmou. O g1 também procurou a defesa de Valdemar de Bortoli Júnior, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Nas redes sociais, ele também se apresenta como diretor-presidente do Sindicato das Distribuidoras (Sinbracom). LEIA MAIS: Copape e Aster Petróleo: conheça as principais empresas usadas pelo PCC no setor de combustíveis 'Beto louco' e 'primo': quem comandava esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis Avenida Faria Lima, famoso centro financeiro do país, concentra 42 alvos de megaoperação contra PCC PF vai abrir inquérito sobre suspeita de vazamento de informações da megaoperação contra o PCC Rede Boxter Posto de gasolina da rede Boxter no interior de São Paulo. Divulgação/Boxter Com cerca de 150 postos de gasolina espalhados pelo estado de São Paulo, a Rede Boxter também é citada na investigação e acusada de ter ligação direta com integrantes do PCC. Os promotores ainda não conseguiram elementos que afirmem que todas as lojas da rede fazem parte do esquema criminoso, mas ao menos 61 unidades já têm indícios de envolvimento. Liderada pelo empresário Natalício Pereira Gonçalves Filho e seus filhos, a rede já tinha sido alvo da Operação Rei do Crime, em 2020, quando a Polícia Federal descobriu uma rede de 50 postos de combustíveis que eram usadas para legalizar o dinheiro vindo do tráfico de drogas e beneficiar o PCC. Na época, a Boxter foi o principal alvo dos agentes federais. Segundo a Operação Carbono Oculto desta semana, familiares de José Carlos Gonçalves, o Alemão – citado em outras investigações como agente do PCC responsável pela lavagem de dinheiro da facção – fazem parte do quadro societário da Boxter. "Alemão possui conexões tanto com a Rede Boxter quanto com a Família Gonçalves Salomão. Seus irmãos - Maria Luiza Gonçalves e João Carlos Gonçalves - o sucederam nos quadros societários de empresas. (...) A dinâmica de substituição de quadros societários e empresas por grupos distintos, mas interligados, é identificada como uma manobra fraudulenta para acobertar os beneficiários finais [do esquema]”, disseram os investigadores. Os promotores dizem que após a operação Rei do Crime, “a Família Gonçalves Salomão (ligada a Alemão) repassou postos de combustíveis para Ricardo Romano, que também tem mídia negativa com vinculação ao PCC e teria ameaçado Antonio Vinicius Gritzbach”, o empresário delator da facção que foi executado no Aeroporto de Guarulhos, no ano passado. Investigação revela como fintechs lavam dinheiro do PCC no mercado ilegal de combustíveis Segundo a investigação, Alemão também é apontado como uma das pessoas-chave do esquema criminoso atual, “devido aos seus sólidos vínculos com atividades ilícitas, especialmente lavagem de capitais e ligações com organizações criminosas”. “Ele possui ligações fartas com o PCC e é suspeito de atuar como financiador do tráfico e na lavagem dos recursos respectivos. É mencionado em investigações criminais por organização criminosa e lavagem de dinheiro. José Carlos Gonçalves e sua filha também foram investigados e presos em uma operação policial relacionada a crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. A natureza das provas contra ele é descrita como ‘farta’ em relação à sua ligação com o PCC e atividades criminosas”, informa o MP-SP. O contador de todo o esquema é apontado como sendo Marcello Ognibene da Costa Batista, que também é descrito como alguém que tem “intrínsecas conexões com diversos grupos investigados por fraudes, lavagem de capitais e vínculos com o crime organizado”. Uma dessas conexões de Ognibene é justamente com a Rede Boxter e com Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes, descrito como laranja da família de Alemão. Luiz Felipe é responsável por 61 postos de combustíveis, que outorgaram procurações para Marcello Ognibene da Costa Batista. Dos 61 postos (vários da Rede Boxter) em que Luiz Felipe aparece como responsável, 23 pertenceram a Gabriel Cepeda Gonçalves e há “sinais claros de simulação e fraude”. “A Rede Boxter e a família Cepeda Gonçalves foram investigadas e presos na ‘Operação Rei do Crime’ por crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, com suspeita de relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). (...) José Carlos Gonçalves, vulgo ‘Alemão’, possui conexões com a Rede Boxter e a família Gonçalves Salomão, e é associado ao PCC e a atividades de financiamento de tráfico e lavagem de dinheiro”, concluiu a investigação. O g1 tentou contato com os responsáveis pela rede e os donos citados na investigação, mas não teve sucesso até a última atualização desta reportagem. PF vai investigar possível vazamento de operação contra PCC; 8 ainda são procurados

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/08/30/redes-boxter-e-sol-fuel-sao-citadas-em-investigacao-de-elo-com-pcc-no-setor-de-combustiveis.ghtml


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